Uma nova rampa de lançamento: Liga Next Gen arranca hoje em Viseu

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Liga Revelação tem novo nome e modelo, mas mantém desígnio de dar margem de progressão

Tem hoje início uma nova prova, que sucede à Liga Revelação, com o mesmo propósito de potenciar o escalão sub-23 como patamar de progressão e afirmação na transição entre juniores e seniores: a Next Gen. Óscar Tojo, diretor técnico nacional, explica a Record o que motivou esta mudança na prova. “Sentimos a necessidade de realizar uma transformação transversal à competição que passasse desde o naming até ao formato competitivo. Uma maior atratividade e competitividade será essencial para que possamos atrair mais clubes a uma competição fundamental no último patamar de transição entre o escalão júnior a sénior.

É com agrado que aumentámos o número de clubes e podemos criar uma prova mais competitiva e ainda mais atrativa para que mais clubes em 2027/28 se possam inscrever e participar.”

O coordenador técnico nacional não hesita em considerar este o patamar de evolução e transição por excelência dos juniores para os seniores. “Os dados dos últimos anos validam isso mesmo”, sustenta, apontando os exemplos de “Rodrigo Rêgo [Benfica], Salvador Blopa [Sporting] e Diego Rodrigues [Sp. Braga], entre outros, comprovam isso mesmo. Para além disso cerca de 45/50% dos jogadores conseguem progredir na carreira Bioreportsós passagem na mesma, justificando a aposta”.

Óscar Tojo não considera que a prova fique esvaziada ao ser encarada como um nível excedentário por clubes como o FC Porto, que tem juniores e equipa B, mas prescinde dos sub-23. “São políticas desportivas que temos que aceitar e compreender, onde os clubes têm essa autonomia de decisão. A participação nesta competição obriga a um investimento por parte dos clubes que nos parece assinalável, não só com recursos humanos, mas também com recursos físicos/instalações que deve ser levado em linha de conta. No entanto, muitos são os dados e os factos que o investimento da mesma tem um retorno importante e acreditamos neste patamar competitivo para que o talento português se possa afirmar nas ligas profissionais.”

Gerados 400 milhões de euros

Óscar Tojo enfatiza o retorno desportivo e financeiro que o investimento na prova comporta. “Temos volumes de negócio, desde o início da competição, em 2018, a rondar os 400 milhões de euros, o que nos parece algo importante de apresentar aos clubes e mobilizá-los a criarem mais e melhores condições para os seus talentos. Aliando a isso o facto de mais de 75% dos jogadores serem portugueses é algo muito importante”, sustenta o diretor, que aponta João Neves, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Tomás Araújo ou António Silva como casos excecionais que inspiram as novas gerações. “Também Renato Veiga ou o Samu Costa, que chegaram também à Seleção A, ou o próprio Tiago Gabriel, que tem um percurso que merece reflexão e análise e hoje é um pilar da Seleção sub-21.

São exemplos que nos alimentam para que possamos continuar a olhar para esta competição desta forma”, remata. 

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