Principal acionista da SAD do Santa Clara, Bruno Vicintin analisou o bom arranque que os açorianos têm tido no campeonato, no qual seguem invictos e em igualdade pontual com o Sporting, com quatro vitórias e três empates em sete jornadas. No âmbito do ‘Portugal Football Summit’, o dirigente confessou que não estava a contar com um início tão sólido por parte dos insulares e atribuiu o mérito a Petit pelo 4.º lugar. “Estávamos a contar com um ano de transição, a ideia era ficar entre os dez primeiros. Não pensávamos que fosse correr tão bem. Temos disputado com o Sp.
Braga e com os três grandes, que sabemos que estão noutro patamar, mas estamos contentes por estarmos colados a eles.”
“O treinador é sempre a figura central, é impossível vencer sem um grande trabalho do míster. Estamos muito felizes com o Petit porque se encaixa no projeto e teve a coragem de lançar novos jogadores. Ainda agora empatámos com o Sp. Braga, mas se tivéssemos ganho tinha sido justíssimo”, sublinhou. Quando questionado acerca de planos a longo prazo, Bruno Vicintin manteve os pés assentes na terra e admitiu que estar nas competições europeias pode não trazer tantos benefícios quanto parece: “Não sei se seria bom irmos para a Europa. Os clubes que representam Portugal lá fora sofrem mais na liga e, neste momento, estamos a trabalhar na estabilização do projeto.
Claro que se acontecer vamos querer representar o nosso país e os Açores da melhor maneira, mas o objetivo principal é a permanência. Nos próximos cinco anos vamos trabalhar para consolidar a nossa academia e a estrutura.”
Por fim, não esqueceu o grande momento de forma de Gonçalo Paciência (5 golos e uma assistência no campeonato) e agradeceu-lhe por ter confiado no projeto. “Ele acreditou em nós para recuperar o futebol que já o levou a representar Portugal. Caso algum dia volte a ser convocado, vai servir de exemplo de que os jogadores podem regressar ao país e mesmo assim manter a ambição de ir à seleção”, concluiu.